Confuso? Pois... Numa cambalhota inesperada, a BMW tirou o tapete à Prodrive e contando com o beneplácito da FIA, inscreveu o WRC Mini Team Portugal, ex Motorsport Itália, como construtor M1, tendo como pilotos Armindo Araújo e o brasileiro Paulo Nobre. Uma excelente notícia para o bi-campeão do Mundo de Produção!
A BMW não andava contente com a parceria entre a Mini e a Prodrive, mesmo que os resultados, em pisos de alcatrão, tenham surgido como o fez Dani Sordo no Monte Carlo 2012. Porém, a falta de um grande patrocinador para ajudar a pagar a factura, o facto de Kris Meeke ter ficado apeado para dar lugar a pilotos pagantes como sucedeu no Monte Carlo e os defeitos de projecto do Mini em pisos de terra, acabaram por fazer encher o copo da BMW.
Assim, a Prodrive passa a ser a responsável pelos Mini John Cooper Works WRC vendidos a clientes, passando a Mini World Rally Team a ser uma equipa privada com apoio oficial , o que se traduz na perca de estatuto de Dani Sordo, que assim deixa de ser piloto oficial. A BMW, através da Mini Motorsport, assumirá o controlo do projecto, fazendo mais homologações e trabalho para tornar o carro mais competitivo e corrigir alguns dos seus defeitos de base. A Prodrive continuará a colaborar (não se sabe durante quanto tempo) no desenvolvimento do carro.
Refira-se que a Mini se comprometeu a manter a Mini no Mundial de Ralis até 2018 e que já este ano, será Armindo Araújo (acompanhado por Miguel Ramalho) e Paulo Nobre (com Edu Paula no banco do lado direito) a conduzirem o Mini John Cooper Works WRC da equipa oficial WRC Team Mini Portugal nas 12 provas que faltam até final do campeonato.
Uma excelente notícia para Armindo Araújo, que assim vai chegar ao Rali de Portugal como piloto oficial e terá à sua disposição tudo o necessário para ser bem sucedido. Por outro lado, a pressão sobre os seus ombros recrudesce de intensidade, pois agora com todas as condições, o bi-campeão do Mundo de Produção terá de elevar o nível e ajudar a desenvolver o Mini John Cooper Works WRC.
Para Kay Segler, vice-presidente da Mini, “estou muito contente que o futuro da Mini no Mundial de Ralis tenha sido assegurado numa base de tempo alargada. Continuo convencido que os ralis são a disciplina que melhor serve a nossa marca. A situação actual significa que a Mini Motorsport pode, e deve, continuar a crescer na cena dos ralis mundiais. Com três pódios em apenas sete provas, o Mini John Cooper Works WRC já provou de forma enfática a sua competitividade.”
Para a Mini, o assunto Prodrive é caso encerrado, pois segundo aquele responsável da marca inglesa, “a FIA mostrou interesse em que assegurássemos a presença a longo prazo da Mini no Mundial de Ralis e esteve profundamente envolvida na procura de uma solução construtiva. Estamos agradecidos pela sua colaboração e em nome da Mini Motorsprt, quero agradecer a todas as pessoas na Prodrive pelo seu esforço e esperamos continuar a contar com a sua colaboração para apoiar os clientes que adquiriram os Mini John Cooper Works WRC.”