Não tendo um superdesportivo na sua gama, a BMW conseguiu com o M6 entrar nesse território graças a uma potência de 560 CV e uma velocidade máxima de 305 km/h e preços que em Portugal devem aproximar-se dos 200 mil euros.
O M6 Coupé e Cabriolet devem chegar ao mercado depois de setembro, após a revelação do primeiro no Salão de Genebra e do segundo em abril no Salão de Nova Iorque. Em relação ao modelo que substitui, o novo M6 está equipado com o mesmo V8 de 4.4 litros sobrealimentado do M5 equipado com a mesma caixa de dupla embraiagem e sete velocidades.
O anterior V10 de 5.0 litros exibia uma sonoridade fabulosa, mas em relação ao novo V8 de 4.4 litros perde 53 CV e 165 Nm. Contas feitas, o novo M6 oferece 560 CV e um binário de 680 Nm, entregues às rodas traseiras através do diferencial ativo M como sucede no M5. Apesar do peso total ser de 1850 kgs (aumento de 140 kgs em relação ao anterior M6) o aumento de potência permite que o M6 Coupé cumpra a aceleração 0-100 km/h em 4,2 segundos e o 0-200 km/h em 12,6 segundos.
Obviamente que o M6 tem a velocidade limitada a 250 km/h, ultrapassada com um extra que a BMW criou chamado M Driver, que permite ao modelo chegar aos 305 km/h. Olhando para o cabriolet, as performances não são de menor fulgor. Pesando 1980 kgs (mais 50 kgs que o anterior), cumpre o 0-100 km/h em 4,3 segundos, o 0-200 km/h em 13,1 segundos e a mesma velocidade que o coupé!
Tudo isto é alcançado sem sacrifício e com uma assinalável economia de combustível. Reclama a BMW que o M6 Coupé é capaz de 9,9 l/100 km/h em ciclo misto e o M6 Cabriolet 10,3 l/100 km, com emissões de CO2 de 232 e 239 gr/km para Coupé e Cabriolet, respetivamente
Olhando para a parte técnica, a BMW mexeu bastante no série 6. Em primeiro lugar, equipou-o com uma série de ajudas eletrónicas calibradas para uma utilização mais desportiva como o ABS (anti bloqueio dos travões), DSC (controlo de estabilidade), ASC (controlo de tração), CBC (controlo da travagem em curva), DBC (controlo dinâmico da travagem) e DBF (função de travagem em seco). Depois, mexeu de forma profunda na suspensão dianteira – de duplo triângulo – e traseira – multibraços – com quase tudo importado do M5, como amortecedores, molas, juntas e até o tamanho das vias.
Para evitar que o M6 ficasse acima das 2 toneladas, a BMW ofereceu ao Coupé um tejadilho em carbono reforçado com plástico, enquanto para as duas versões, as portas são em alumínio, os guarda lamas dianteiros em plástico composto e a tampa da mala em fibra de vidro.
Pela primeira vez n o M6, o cliente pode encomendar o seu carro com travões de carbono cerâmica. Comprando estes travões com massivos discos (410 mm à frente e 396 mm atrás) mordidos por maxilas de seis pistões pintadas de dourado, o cliente tem direito às jantes de 20 polegadas. E com isto consegue poupar praticamente 20 kgs em relação ao sistema normal em aço, o que é importante em termos de redução das massas suspensas e no comportamento.
Finalmente, palavra para as alterações feitas ao estilo do Série 6 que, na realidade, não são assim tantas. Basicamente foram aumentadas as entradas de ar para arrefecer o motor, o spoiler dianteiro está mais baixo, as cavas das rodas estão ligeiramente mais largas devido ao aumento das vias e atrás existe uma quadrupla saída de escape num difusor mais pronunciado. A grelha dianteira também está diferente e o M6 Coupé e Cabriolet está equipado de série com jantes de 19 polegadas com pneus 265/40 19 à frente e 295/35 19 atrás.