
Nas últimas décadas, o mundo automóvel tem um ‘grande esquecido’: o motor a diesel, isto devido às exigências das regulamentações europeias que trouxeram cada vez menos veículos novos equipados com motor a combustão com este combustível.
A grande maioria dos fabricantes tem-se concentrado no fabrico e comercialização de carros com motores híbridos ou elétricos, deixando cada vez mais de lado os motores puramente a gasolina ou diesel.
No entanto, a Stellantis, conglomerado automóvel que inclui marcas como Peugeot, Citroën, DS, Fiat, Opel e Alfa Romeo, pode estar a repensar a sua estratégia em relação aos motores a diesel, indicou esta segunda-feira a publicação alemã ‘Auto Motor und Sport’.
Embora o grupo Stellantis tenha estabelecido uma estratégia focada na eletrificação com o objetivo de vender apenas carros elétricos a partir de 2030, o jornal germânico apontou que estaria a explorar a possibilidade de desenvolver motores diesel Euro 7 integrados à tecnologia híbrida.
A fábrica da Stellantis em Trémery (França), onde são produzidos os motores diesel HDi de 2,0 e 1,5 litros, pode desempenhar um papel fundamental na renovação tecnológica do grupo. Embora a produção estivesse inicialmente planeada para ser descontinuada, tudo indica que a Stellantis vai manter o motor HDi de 2,0 litros, especialmente para modelos de médio e alto padrão.
Atualmente, a oferta de motores diesel do grupo foi drasticamente reduzida: a Opel eliminou-os por completo, ao passo que a Peugeot e a Citroën mantiveram-nos apenas em modelos como o 308 e o C5 Aircross.
A Fiat, por sua vez, continua a oferecer o motor Multijet no Tipo, mas apenas em mercados específicos. A possível adição de tecnologia híbrida a esses motores posicionaria a Stellantis ao lado de fabricantes como Audi, BMW e Mercedes, que ainda dependem do diesel.
Além disso, se a Stellantis realmente acabar por trazer um híbrido a diesel, os modelos candidatos a trazê-lo , de acordo com os media alemães, são: Peugeot 3008 e 5008; Citroën C5 Aircross; Opel Grandland; e Fiat Tipo.
Enquanto isso não acontece, essa estratégia tem causado preocupação no setor e pode marcar uma mudança de direção para a Stellantis na indústria automóvel se for oficializada.