A Tesla já demonstrou a sua ambição de ser líder mundial na produção de carros elétricos. O renovado Tesla Model Y está agora à venda em Singapura numa versão exclusiva, que não se encontra em mais nenhum mercado. Sim, é mais barata, mas não é barata, visto que neste país, ter carro é um privilégio para os mais ricos.
Mas… não é cá, porque se fosse seria devastador para a concorrência
O volume de produção é um dos grandes objetivos da marca de Elon Musk. A fabricante americana quer dominar as vendas de carros elétricos a nível global, o que exige estratégias de venda adaptadas a cada país, já que nem todos oferecem as mesmas oportunidades. Singapura é um exemplo disso – possuir um carro é um luxo reservado a quem tem uma grande capacidade financeira.
Neste mercado, tanto os fabricantes locais como os estrangeiros enfrentam dificuldades para sobreviver, a menos que os consumidores tenham bolsos bem fundos e estejam dispostos a pagar preços elevadíssimos devido aos altos impostos.
Singapura tem apostado no transporte público, com uma das melhores redes de metro do mundo, e tem vindo a reduzir o número de automóveis em circulação, o que representa um desafio para os interesses da Tesla.
A Tesla tem trunfos para vender em todo o mundo
Por isso, a marca lançou um Model Y com 150 CV. Não, não há engano na unidade de medida da potência elétrica, pois esta versão tem 110 kW.
Em Singapura, a Tesla vende também o renovado Model Y com tração traseira e 347 CV, mas este entra na segunda categoria de um imposto chamado “COE” (Certificado de Titularidade).
Este imposto divide-se em duas categorias, A e B, com uma diferença de preço de cerca de 15.500 euros entre ambas, além de um imposto de circulação significativamente mais baixo na primeira categoria – pouco menos de 1.100 euros para este Model Y mais básico.
No entanto, não é um carro barato: ao câmbio atual, esta versão custa cerca de 71.000 euros, contra os quase 73.500 euros da versão normal, que tem o dobro da potência.
O Tesla Model Y 2025 mais popular ainda não chega à Europa
Ambas as versões são caras, mas a vantagem para os clientes está na poupança do imposto de circulação anual: 1.075 euros para o Model Y de 150 CV, contra 2.395 euros para o de 347 CV.
A diferença de potência é evidente, sendo a única distinção entre os dois, já que ambos possuem a mesma bateria entre os eixos.
Uma bateria de ferrofosfato de lítio (LFP) com 62,5 kWh de capacidade, permitindo uma autonomia máxima de até 466 km (ciclo WLTP). A aceleração dos 0 aos 100 km/h faz-se em 9,6 segundos, face aos 5,9 segundos da versão mais potente.
Na Europa, não existe o mesmo problema de Singapura, pelo que dificilmente veremos este Model Y 110 no continente. A Tesla teria de enfrentar um grande desafio para justificar tal estratégia, mas, se o fizesse, poderia tornar-se uma arma poderosa contra as marcas chinesas – e também contra as europeias.
Se decidir trazer esta versão para a Europa, poderá ser um movimento estratégico devastador para a concorrência.