De regresso aos concessionários, ainda que adaptado ao presente e futuro, o Renault 5 é, mais uma vez, um sucesso. Com cerca de 84% dos clientes a serem novos na marca francesa, esta versão elétrica conseguiu uma das taxas de conversão mais elevadas de todos os modelos que a marca já lançou.
Uma análise conduzida pela marca francesa inquiriu cerca de 1900 compradores do Renault 5, no Reino Unido, e mostrou que aproximadamente 1600 estavam a trocar um automóvel concorrente: 3,4% trocaram um Mini Cooper, 3,8% trocaram um Ford Fiesta e 4,4% trocaram um Fiat 500.
O clássico redesenhado para o presente e futuro tornou-se o carro elétrico mais popular entre os clientes particulares, colocando a Renault no segundo lugar na tabela de vendas.
Aliás, com cerca de 84% dos clientes do R5 a estrearem-se na Renault, este modelo conseguiu uma das taxas de conversão mais elevadas de todos os modelos que a marca já lançou.
O mais importante no [Renault] 5 é que ele volta a esse ponto mágico. As pessoas veem o carro e, independentemente de se lembrarem ou não do original, acho que é simplesmente um excelente design que faz as pessoas sorrirem.
Partilhou Adam Wood, diretor-geral da Renault UK, segundo a imprensa britânica, acrescentando que “a emoção é, também, uma parte importante da compra do cliente, e é por isso que se vê uma taxa de conversão tão elevada no [Renault] 5”.
Embora o diretor-geral para o Reino Unido tenha reconhecido que os modelos mais populares para troca eram superminis de tamanho semelhante, não há “realmente nenhuma tendência” relativamente a quem está a comprar o R5.
Novo Renault 5 dá vantagem à marca francesa
Conforme já explorámos, o Renault 5 surgiu com uma herança pesada, dando forma ao sucessor de um carro que, sozinho, vendeu mais de 9,5 milhões de unidades, entre 1972 e 1996.
A nova proposta apresentou-se como um pequeno carro elétrico, com uma bateria de iões de lítio “autonomia comfort” de 52 kWh e uma autonomia de 410 km WLTP.
No Reino Unido, onde a análise da Renault foi conduzida, o R5 foi um sucesso comercial: nos seus primeiros meses à venda, até ao final de junho, foram entregues cerca de 2400 unidades; em abril e maio, foi o veículo elétrico mais vendido a clientes particulares, tornando a Renault a segunda marca de veículos elétricos a retalho do país, atrás da Tesla.
Além disso, o Renault 5 foi fundamental para ajudar a marca francesa a aumentar a sua quota no mercado automóvel no país britânico para 3,7%, com os registos a subirem 16% relativamente ao ano anterior no primeiro semestre de 2025.
Estes resultados devem-se, em parte, a um aumento de 17% nas vendas de automóveis particulares.
Segundo Adam Wood, “o preço acessível é, obviamente, um fator, mas acho que muitas vezes a indústria esquece o apelo emocional”.
Na sua perspetiva, “é esse design e diversão que estão, também, a atrair cada vez mais particulares que talvez não estivessem a considerar os veículos elétricos […] em muitos aspetos, acho que é como um cavalo de Troia para levar mais pessoas a considerar os veículos elétricos”.