Ensaio: Honda Jazz Híbrido – O híbrido compacto que surpreende!

A nossa vida vive sobretudo de experiências e de memórias. Sempre que ensaio um Honda vem-me à memória um pequeno Honda dos anos 80 que um amigo do meu pai tinha e que só não utilizava ao fim-de-semana porque tinha que andar com outro carro, na altura um Mitsubishi.

Ensaio: Honda Jazz Híbrido – O híbrido compacto que surpreende!

A nossa vida vive sobretudo de experiências e de memórias. Sempre que ensaio um Honda vem-me à memória um pequeno Honda dos anos 80 que um amigo do meu pai tinha e que só não utilizava ao fim-de-semana porque tinha que andar com outro carro, na altura um Mitsubishi.

E aquilo que eu ouvia dizer baseava-se na fiabilidade,  baixo custo e no conforto. Muitos anos depois surge o Honda Jazz a gasolina e a tónica manteve-se.

Hoje, com a evolução registada no setor a Honda criou esta versão híbrida com motor 1500 e130 cavalos e uma caixa de variação contínua (claramente menos ruidosa do que as primeiras). E espanta-me como é que as vendas não são ainda melhores e explico porquê.

O Jazz tem uma plataforma que lhe permite apresentar-se como um mini-monovolume mas com cotas interiores de habitabilidade superiores à concorrência e até a muitos automóveis dos segmentos superiores. A estética exterior é sempre subjetiva mas, para mim, é um daqueles veículos práticos, fiáveis e de boa qualidade de construção que atravessa gerações.

Já o interior, muito embora dominado por plásticos rijos como é habitual neste segmento, possui uma qualidade de construção e mesmo dos materiais assinalável. Um pouco daquela velha história de um veículo construído para durar… sem ruídos.

A posição de condução está muito bem conseguida e em termos de ergonomia nada a assinalar. Novamente podem parecer detalhes mas este é o veículo base da marca. Os bancos não só são confortáveis como envolventes e os poucos botões que tem (os outros estão concentrados no painel central bastante prático) são intuitivos. Na consola central podemos encontrar as portas usb para carregar os telemóveis, o botão de hold e o botão de economy para economizar ainda mais combustível (mas já lá vamos).

Mas é quando acedemos o banco traseiro que percebemos o “milagre ” do espaço, onde conseguimos ir descontraidamente (é mesmo essa a palavra) com as pernas esticadas, sem tocar no assento da frente. Junte-se a isso os bancos mágicos  que permitem elevar o assento traseiro e aumentar grandemente o espaço para carga, isto considerando que a bagageira também é bastante grande e superior à média do segmento.

Mas o Jazz não deve só isto ao seu sucesso. Está colado ” à sua pele” a fiabilidade, os baixos custos de manutenção e o consumo comedido (5 a 5,8l).

Este modelo é um citadino mas que não tem qualquer receio da estrada, não só pelo seu espaço interior mas também pelo motor que o equipa. É um veículo muito agradável de conduzir em cidade com uma caixa muito melhorada faça às versões iniciais, com um conforto que sobressai nesta classe e uma agilidade na sua condução que é de enaltecer, não somente pelo comportamento rigoroso mas também pela direcção muito comunicativa e envolvente.

O sistema híbrido deriva da experiência da marca fórmula 1, que lhe permite trazer essas inovações para o público consumidor e manter incólume a imagem que a marca construiu ao longo de décadas.

Preço: 25.000€ aos 31.000€

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