As opiniões relativamente à mobilidade elétrica dividem-se, mas parece haver um consenso cada vez mais estabelecido: não se pode forçar ou apressar a adoção de modelos movidos a bateria. Desta vez, a perspetiva foi partilhada por Markus Schrick, diretor-geral da Xpeng na Alemanha.
O mercado europeu representa uma ambição para muitas empresas chinesas de automóveis, especialmente no que a modelos elétricos diz respeito. De facto, nos últimos anos, estas têm procurado crescer em países que são relativamente conservadores no campo da mobilidade, tirando proveito de uma mudança que os governos estão a exigir e que as fabricantes tradicionais estão a ter dificuldade em acompanhar.
Contudo, enquanto empresas como a BYD estão a conseguir expandir-se, outras como a Dongfeng estão a ter mais dificuldades em conquistar o público europeu. Isto dever-se-á, em parte, ao facto de a transição para a mobilidade elétrica não estar a avançar ao ritmo previsto.
Ainda que não esteja a ocorrer como esperado – apesar da pressão que tem sido exercida sobre os consumidores e as próprias fabricantes automóveis -, Markus Schrick, diretor-geral da Xpeng na Alemanha, considera que a mobilidade elétrica vai impor-se, eventualmente.
A eletromobilidade irá impor-se mais cedo ou mais tarde e, na verdade, deve fazê-lo.
Opinou Markus Schrick, durante uma entrevista, explicando que considera que o plano da União Europeia de proibir a venda de carros novos com motor de combustão interna a partir de 2035 não é o caminho certo, classificando-o como uma “decisão precipitada que, com bom senso, deve ser corrigida”.
Xpeng quer dar aos clientes argumentos que os convençam sobre os elétricos
Segundo o diretor-geral, mais do que impor modelos eletrificados, a Xpeng foca-se em convencer os clientes por via de três aspetos: autonomia, velocidade de carregamento e desempenho.
Exemplo disso são os modelos G6 (segmento D-SUV) e G9 (segmento E-SUV), que recentemente beneficiaram de uma atualização que trouxe vantagens como um sistema de carregamento tão rápido quanto passar de 10 para 80% em 12 minutos, graças às suas arquiteturas de 800 volts, que permitem atingir um pico de 451 e 525 kW, respetivamente.
De facto, na opinião de Stella Li, vice-presidente da BYD, mais do que a autonomia de um veículo, os clientes procuram carros que carreguem rapidamente, aproximando-se do tempo associado a encher o depósito de um veículo com combustíveis fósseis.
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