Airbus manda parar de imediato aviões A320! TAP afetada

Airbus manda parar de imediato aviões A320! TAP afetada

Airbus ordena paragem urgente da família A320 após problema em controlo de voo, impacto global e incógnitas sobre companhias como a TAP.

A Airbus anunciou uma ordem de recall imediato para um número significativo de aviões da família A320, que inclui os modelos A319, A320 e A321 (incluindo variantes “neo”), após descobrir uma vulnerabilidade no sistema de controlo de voo que pode colocar em risco a segurança das aeronaves.

Incidente que desencadeou a ação

O alerta surgiu depois de um voo da transportadora americana JetBlue, de Cancún para Newark, em que foi registada uma descida de altitude inesperada, um problema grave associado a um defeito no sistema de controlo conhecido como ELAC (Elevator and Aileron Computer).

Este sistema, essencial para os comandos de voo, teria sido afetado por radiação solar intensa, que corrompeu dados críticos.

Em comunicado, a Airbus reconheceu o risco e exigiu que as companhias aéreas realizem urgentemente uma atualização de software, ou, se necessário, substituição de hardware, antes do próximo voo das aeronaves afetadas.

Dimensão do recall e impacto na aviação mundial

Fontes do setor indicam que a ação poderá afetar milhares de aviões da família A320, estimativas apontam para cerca de metade da frota mundial deste modelo, o que representa um dos maiores recalls da história da Airbus.

Para boa parte desses aviões, a reparação exige apenas um rollback de software, um procedimento rápido que pode levar cerca de duas horas. Contudo, há unidades que necessitarão de intervenções mais profundas, substituição de hardware, o que pode manter essas aeronaves fora de serviço por semanas.

Algumas companhias já confirmaram ter iniciado o processo de atualização. Por exemplo, a American Airlines indicou que cerca de 340 dos seus aviões A320 necessitam da alteração e espera concluir a maioria das intervenções “até hoje ou amanhã” para minimizar cancelamentos ou atrasos.

Possível afetação da frota da TAP Air Portugal e outras companhias europeias

A família A320 é amplamente utilizada por várias transportadoras europeias e mundiais, incluindo a TAP.

A Airbus não especificou quais operadoras serão diretamente afetadas, mas alertou que a medida poderá provocar atrasos e interrupções operacionais, sobretudo num período de elevada procura.

Com a ordem de recall, torna-se provável que companhias como TAP, assim como outras que operam A320 ou variantes “neo”, tenham de ajustar as suas operações em breve.

Segurança em primeiro lugar e reconhecidos riscos da radiação solar

Segundo a Airbus e as autoridades aeronáuticas, entre as quais a EASA (Agência Europeia da Segurança da Aviação), a vulnerabilidade detetada evidencia que radiação solar intensa pode corromper dados essenciais de navegação e controlo, motivo pelo qual o ELAC não pode continuar em operação sem a correção.

A fabricante sublinha que a segurança dos passageiros e tripulação é a prioridade máxima, e assumiu que as interrupções nas operações, embora indesejadas — são inevitáveis para garantir a fiabilidade da frota.

Contexto mais amplo: um dos maiores recalls da Airbus em décadas

A dimensão deste recall coloca-o entre os maiores da história da Airbus. A família A320 já estava entre os mais populares do mundo, com milhares de unidades em serviço, usada por centenas de companhias.

Além disso, o alerta expõe um risco pouco antecipado, o impacto de radiação solar sobre sistemas eletrónicos críticos de controlo de voo, e levanta questões sobre futuras certificações e protocolos de segurança para aviação comercial.

Perspetivas e incógnitas

Ainda se desconhece quantas aeronaves pertencentes a cada companhia terão de ser sujeitas a intervenção, e como isso poderá afetar a programação de voos nas próximas semanas.

Para a TAP e outras transportadoras europeias, o desafio será conciliar manutenção urgente com a procura crescente de viagens, sem comprometer a fiabilidade das operações nem a confiança dos passageiros.

Resta também saber se a indústria aeronáutica antecipará medidas adicionais de proteção contra radiação solar em sistemas sensíveis, algo que poderá afetar o desenho e certificação de aeronaves futuras.