Vendas de elétricos passam 1,1 milhões em fevereiro! Europa acelera e EUA perdem tração

Vendas de elétricos passam 1,1 milhões em fevereiro! Europa acelera e EUA perdem tração

O mercado global de veículos elétricos atravessa um momento de clara divergência regional. De acordo com os dados mais recentes de fevereiro de 2026, as vendas mundiais atingiram os 1,1 milhões de unidades, mas este número esconde realidades opostas nos principais blocos económicos.

Vendas de elétricos passa 1,1 milhões em fevereiro

Enquanto a Europa recupera o fôlego com um crescimento robusto, os Estados Unidos enfrentam uma queda acentuada, influenciada por mudanças profundas nas políticas de incentivos. No acumulado dos dois primeiros meses do ano, o mundo registou 2,2 milhões de unidades vendidas, o que representa um recuo de 8% face ao período homólogo de 2025.

Contudo, a Europa surge como o principal motor de crescimento atual, com um aumento de 21% nas vendas no início de 2026. A performance europeia é liderada por mercados como a Alemanha e a França, onde as vendas cresceram 26% e 30%, respetivamente. Este impulso deve-se, em grande parte, à reintrodução de programas de subsídios e apoios estatais que tinham sido anteriormente reduzidos.

Em sentido inverso, o mercado norte-americano registou uma queda drástica de 36% no período acumulado, refletindo o impacto direto do cancelamento de incentivos federais. A China, o maior mercado mundial, também atravessa um período de ajustamento, com uma descida de 26% nas vendas internas devido a alterações nas políticas fiscais.

Cenário onde Europa acelera e EUA perde tração

No entanto, o país compensa este abrandamento com uma estratégia agressiva de exportação, enviando mais de meio milhão de elétricos para o estrangeiro nestes dois meses. Segundo Michelle Lewis, analista do setor, a fragmentação é evidente. A Europa é atualmente o principal motor de crescimento, enquanto a América do Norte vê um abrandamento acentuado e a China se ajusta a mudanças políticas internas.

Este cenário reforça a ideia de que a transição energética não é linear e depende fortemente do enquadramento legislativo de cada região. Fora dos mercados tradicionais, nota-se uma aceleração surpreendente, com um crescimento de 84% no resto do mundo, sinalizando que a eletrificação está a ganhar raízes em geografias onde antes tinha pouca expressão.

No final, percebemos que, embora o volume global possa oscilar, a mudança tecnológica continua o seu caminho, agora com o acelerador bem pressionado do lado europeu.