A Câmara Municipal de Lisboa (CML) assinou, ontem, um acordo com a Uber e a Bolt, fechando algumas zonas da cidade às duas plataformas, no sentido de reorganizar a circulação.
Conforme a informação avançada num comunicado oficial, o protocolo, assinado entre a CML, a Uber e a Bolt, estabelece quatro eixos principais:
- Criação de zonas onde é proibido iniciar ou terminar viagens;
- Definição de áreas específicas para recolha e largada de passageiros;
- Reforço do cumprimento do Código da Estrada;
- Transição progressiva para veículos elétricos.
Entenda as zonas vermelhas e azuis para a Uber e Bolt
O acordo entre as três entidades, que concordam que este “é um passo importante para o futuro da mobilidade em Lisboa”, vai criar zonas onde é proibido iniciar ou terminar viagens, bem como definir áreas específicas para recolha e largada de passageiros.
Segundo a CML, as chamadas zonas vermelhas vão abranger áreas de elevada pressão turística e corredores BUS, incluindo eixos centrais das seguintes áreas:
- Avenida da Liberdade;
- Avenida da República;
- Avenida D. João II;
- Avenida Padre Cruz;
- Rua de São Pedro de Alcântara;
- Rua do Ouro;
- Rua de Belém.
Nestas áreas, os motoristas da Uber e da Bolt ficam impedidos de iniciar ou terminar viagens.
Em paralelo, serão criadas zonas azuis para tomada e largada de passageiros, à semelhança do modelo existente no Aeroporto de Lisboa.
Entre os locais identificados estão os seguintes:
- Praça do Império, junto ao Mosteiro dos Jerónimos;
- Estação do Oriente;
- Campo das Cebolas.
De acordo com o presidente da CML, Carlos Moedas, “o nosso objetivo passa por assegurar a melhor coexistência possível entre todos, assim como a fluidez de trânsito”, em Lisboa.
Nesse sentido, o acordo pretende “proteger os cidadãos, as zonas históricas e de elevada pressão e proporcionar uma mobilidade harmoniosa na cidade”.
Nós queremos uma circulação na cidade de Lisboa cada vez mais com regras, ordenada e qualificada.
Defendeu o vice-presidente da CML e vereador da Mobilidade, Gonçalo Reis, sublinhando que algumas medidas podem entrar em vigor de imediato através das aplicações das plataformas.
Cumprimento das regras de trânsito e mobilidade elétrica
O acordo impõe ainda obrigações às plataformas na promoção do cumprimento das regras de trânsito, com especial incidência na proibição de paragens em segunda fila, ocupação de passadeiras e circulação em vias BUS.
Além disso, as empresas Uber e Bolt comprometem-se a garantir que 60% da frota seja elétrica até ao final de 2026, aumentando progressivamente até atingir 100% em 2030.
Atualmente, cerca de 43% dos veículos TVDE, em Portugal, já são elétricos.