Ferrari pede ajuda à NASA: aceleração do elétrico Luce é demais para o cérebro humano

Ferrari pede ajuda à NASA: aceleração do elétrico Luce é demais para o cérebro humano

A Ferrari recorreu à NASA para gerir a aceleração do Luce, o seu primeiro automóvel totalmente elétrico, depois de constatar que o desempenho era tão extremo que poderia comprometer o conforto dos ocupantes.

Aceleração extrema exige equilíbrio

A marca italiana envolveu especialistas aeroespaciais da NASA para ajustar a entrega de potência, garantindo uma experiência de condução suave e controlada.

Apesar de o Luce vir a ser um dos modelos mais potentes da gama, o objetivo passa por manter o carácter acessível e prazeroso para os clientes.

O impacto no corpo humano

O CEO da Ferrari, Benedetto Vigna, revelou à Autocar India que a aceleração pode ser “excessiva, porque perturba o nosso cérebro”.

O responsável sublinhou ainda que, para a Ferrari, o mais importante não são apenas os números, mas sim a forma como o desempenho é percecionado pelo ser humano.

Neste contexto, a marca consultou centros médicos e a própria NASA para compreender que níveis de aceleração são considerados desconfortáveis ou perturbadores.

Mais de 1000 cv e números impressionantes

Apesar dos ajustes, o Ferrari Luce continuará a apresentar prestações de topo. A marca confirmou mais de 1000 cavalos métricos (735 kW) em modo “boost”, aceleração dos 0 aos 100 km/h em 2,5 segundos e uma velocidade máxima de 310 km/h.

De facto, num automóvel com mais de 1000 cv, a diferença passa a estar na forma como a aceleração é sentida, e não apenas na rapidez com que é alcançada. É esse equilíbrio que poderá definir o futuro dos desportivos elétricos. Mais detalhes serão revelados no lançamento oficial do modelo, previsto para maio.