A diferença entre o preço dos combustíveis nos postos dos hipermercados e nas grandes petrolíferas atingiu valores consideráveis. Por cada 50 litros, a fatura pode ser mais de seis euros mais cara nas marcas tradicionais.
Não é segredo que os postos de combustível associados a hipermercados costumam praticar preços mais baixos do que as grandes petrolíferas de bandeira.
Contudo, a diferença que existe atualmente vai bem além do que muitos condutores imaginam, e está a aumentar de forma consistente.
Esta quarta-feira, a SIC Notícias visitou dois postos de abastecimento: um de um hipermercado e outro de uma grande petrolífera, e os números falam por si.
Mais de 20 cêntimos por litro de diferença
No caso da gasolina simples, a diferença entre os dois tipos de posto ultrapassa os 17 cêntimos por litro. Já na versão aditivada, o fosso pode ser ainda maior e superar os 20 cêntimos por litro.
- A gasolina simples estava a 1,899 €/litro no hipermercado e a 2,072 €/litro na petrolífera.
- A gasolina aditivada estava a 1,919 €/litro no hipermercado e a 2,122 €/litro na petrolífera.
No gasóleo, a diferença mantém-se expressiva, sendo mais acentuada no aditivado, onde pode igualmente chegar aos 20 cêntimos por litro.
- O gasóleo simples estava a 1,909 €/litro no hipermercado e a 2,079 €/litro na petrolífera.
- O gasóleo aditivado estava a 1,929 €/litro no hipermercado e a 2,129 €/litro na petrolífera.
Fazendo as contas para um depósito de 50 litros, a diferença total pode facilmente ultrapassar os seis euros, dinheiro que fica no bolso de quem opta por abastecer na alternativa mais económica.
Reguladora confirma que caso não é pontual nem recente
Questionada pelo mesmo órgão de comunicação, a Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos (ERSE) esclareceu que estas diferenças não são esporádicas nem resultado de promoções temporárias.
Segundo os dados da reguladora, entre janeiro e abril deste ano, os preços praticados nos hipermercados e nos postos low cost mantiveram-se consistentemente cerca de 13 cêntimos abaixo dos das petrolíferas de bandeira, em média.
A ERSE sublinhou ainda que esta disparidade se regista desde 2023 e que tem vindo a aumentar progressivamente, atingindo agora os valores mais elevados desde que foi detetada.
Para muitos condutores, abastecer na petrolífera “de sempre” é uma questão de hábito ou conveniência. Contudo, os dados mostram que essa fidelidade tem um custo real e crescente.
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