Os pneus são o único ponto de contacto entre o veículo e a estrada, desempenhando um papel essencial na travagem, aderência e estabilidade. Apesar disso, continuam a ser um dos elementos mais negligenciados pelos condutores portugueses.
A Guarda Nacional Republicana (GNR) revelou que, apenas no primeiro trimestre de 2026, foram registadas 4.179 infrações relacionadas com pneus, um número que evidencia a importância de reforçar a fiscalização e a sensibilização para a manutenção deste componente essencial dos veículos.
Quais são as infrações mais frequentes?
Entre as situações detetadas pelas autoridades encontram-se:
- Pneus com desgaste acima do limite legal;
- Diferenças significativas de desgaste entre pneus do mesmo eixo;
- Utilização de pneus com medidas não homologadas;
- Danos visíveis, como cortes, bolhas ou deformações;
- Montagem inadequada ou utilização de pneus incompatíveis com o veículo.
Segundo a GNR, circular com pneus em mau estado compromete significativamente a capacidade de travagem, reduz a aderência em piso molhado e aumenta o risco de perda de controlo do veículo.
Em Portugal, a profundidade mínima legal do piso dos pneus é de 1,6 milímetros. No entanto, especialistas recomendam a substituição antes de atingir esse limite, sobretudo em veículos que circulam frequentemente em autoestrada ou em condições meteorológicas adversas.
Além do desgaste, é igualmente importante verificar regularmente:
- A pressão dos pneus;
- A existência de cortes ou objetos incrustados;
- O estado geral da borracha;
- A idade dos pneus, mesmo que aparentem estar em boas condições.
A GNR recorda que a manutenção dos pneus não é apenas uma obrigação legal, mas também uma medida fundamental de segurança rodoviária. Pneus em mau estado podem aumentar significativamente a distância de travagem, favorecer o fenómeno de aquaplanagem e reduzir a eficácia dos sistemas eletrónicos de segurança, como o ABS e o controlo de estabilidade (ESP)