As autoridades russas afirmam ter intercetado um drone de reconhecimento Tekever AR3, desenvolvido pela empresa portuguesa Tekever, durante uma operação na região fronteiriça de Bryansk, junto à Ucrânia.
Segundo a informação divulgada por meios de comunicação russos, o aparelho foi apreendido praticamente intacto após ter sido neutralizado por uma unidade especializada em guerra antidrones.
De acordo com as informações divulgadas, o drone terá sofrido apenas danos no motor, mantendo em bom estado a restante estrutura e os sistemas eletrónicos. Os militares russos indicam que o equipamento será agora analisado para identificar as suas capacidades técnicas, os sensores utilizados e outros componentes considerados relevantes.
Embora Moscovo apresente este episódio como uma apreensão bem-sucedida de tecnologia ocidental, não existe, até ao momento, qualquer confirmação independente sobre as circunstâncias da operação ou sobre a origem específica da missão em que o UAV estaria envolvido.
Segundo o comandante da tripulação que interceptou o drone…
Um drone de reconhecimento inimigo entrou no nosso setor, apanhando-nos completamente de surpresa. Nunca tínhamos visto um equipamento com aquelas características. O veículo aéreo não tripulado (UAV) apresentava uma configuração de asas e cauda invulgar, o que dificultou a sua identificação. No entanto, quando chegámos ao local onde se despenhou, percebemos que se tratava de um drone de reconhecimento de fabrico português.
Tekever AR3: o UAS desenvolvido pela empresa portuguesa Tekever
O Tekever AR3 é um sistema aéreo não tripulado (UAS) de reconhecimento e vigilância desenvolvido pela empresa portuguesa Tekever. Trata-se de uma plataforma concebida para missões de inteligência, vigilância e aquisição de alvos (ISTAR), sendo utilizada tanto em operações marítimas como terrestres.
O drone pode ser lançado por catapulta ou, nas versões mais recentes, recorrer a capacidades de descolagem e aterragem vertical (VTOL), permitindo uma maior flexibilidade operacional. Ao longo dos últimos anos, o AR3 tem sido utilizado por diversos operadores internacionais e ganhou particular notoriedade pela sua utilização no conflito na Ucrânia.