Esta notícia aparece primeiro no AutoGear, em autogear.pt: Tesla Model 3 mais barato ganha 38 km de autonomia sem mudar a bateria. Será software? Não!.
A Tesla conseguiu aumentar significativamente a autonomia do Model 3 de tração traseira, mas sem mexer na bateria, no motor ou no software. A explicação está num componente bem mais simples: os pneus.
A versão de entrada do Tesla Model 3 passa agora a anunciar uma autonomia homologada de 572 km em ciclo WLTP, contra os anteriores 534 km. São mais 38 quilómetros, ou cerca de 7,1% de aumento, graças aos novos pneus instalados de série com as jantes de 18 polegadas.
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O preço da versão mantém-se nos 36.990 euros, antes de eventuais incentivos ou campanhas aplicáveis.
Mais autonomia sem alterar a bateria
Ao contrário do que poderia parecer, não existe qualquer atualização mecânica ou de software responsável pelo aumento da autonomia.
A bateria e o motor continuam exatamente iguais. O que mudou são os pneus, que foram escolhidos pela Tesla com o objetivo de reduzir a resistência ao rolamento e, consequentemente, o consumo de energia.

O resultado é uma redução do consumo homologado de 13 para 12,5 kWh/100 km.
Na prática, trata-se de uma melhoria relativamente pequena no consumo, mas que tem um impacto significativo no valor de autonomia anunciado.
Novos pneus Giti fazem a diferença
Os novos pneus são fabricados pela Giti, empresa sediada em Singapura, e foram desenvolvidos com foco na baixa resistência ao rolamento.
Segundo o fabricante, o objetivo foi conseguir reduzir a energia necessária para movimentar o veículo sem comprometer a aderência à estrada.
Há, contudo, referências a um possível desgaste mais rápido destes pneus, algo que poderá ser particularmente relevante para quem percorre muitos quilómetros.
Ainda assim, a eficiência conseguida coloca o Model 3 de tração traseira entre os automóveis elétricos mais económicos da sua categoria.
Apenas os carros novos beneficiam
É importante esclarecer que os 38 km adicionais não estão disponíveis para os atuais proprietários através de uma atualização de software.
Como a melhoria resulta da utilização de novos pneus, apenas os veículos produzidos e entregues com esta configuração beneficiam da nova homologação.
Curiosamente, a alteração já aparece nos configuradores de vários mercados europeus com volante à esquerda. No Reino Unido e na Irlanda, porém, o Model 3 continua a surgir com os anteriores 534 km de autonomia quando equipado com as jantes Photon de 18 polegadas.
É possível que esta diferença seja corrigida numa futura atualização dos configuradores.
Desempenho continua exatamente igual
Apesar do aumento da autonomia, não há alterações nos números de desempenho.
O Tesla Model 3 de tração traseira continua a acelerar dos 0 aos 100 km/h em 6,2 segundos e a atingir uma velocidade máxima de 201 km/h.
Isto reforça a ideia de que a alteração foi feita exclusivamente para melhorar a eficiência energética, e não para aumentar o desempenho.
60 kWh e carregamento até 170 kW
A versão de entrada do Model 3 utiliza uma bateria com 60 kWh de capacidade líquida.
Em corrente contínua, suporta carregamento a uma potência máxima de 170 kW, enquanto em corrente alternada a potência máxima é de 11 kW.
Com um consumo homologado de apenas 12,5 kWh/100 km e uma autonomia WLTP de 572 km, o Model 3 de tração traseira torna-se ainda mais interessante para quem procura um elétrico eficiente para utilização diária e viagens longas.
E este caso mostra como, num automóvel elétrico, não é necessariamente preciso instalar uma bateria maior para conseguir mais autonomia. Por vezes, basta reduzir alguns décimos no consumo para conseguir dezenas de quilómetros adicionais.
Tesla Model 3 mais barato ganha 38 km de autonomia sem mudar a bateria. Será software? Não! - AutoGear.