A BYD quer que a sua presença na Europa vá muito além da venda de automóveis. A fabricante chinesa prepara-se para entrar no mercado europeu de camiões pesados em 2027 e pretende, a prazo, produzi-los no continente.
A BYD quer reforçar a sua presença na Europa e já tem um novo objetivo: os camiões pesados. A fabricante chinesa prepara-se para lançar o seu primeiro modelo neste segmento em 2027, com planos para produzir localmente no futuro.
Produzir na Europa para conquistar o mercado
A estratégia foi apresentada por Stella Li, vice-presidente executiva da BYD, na feira IAA, em Hanôver. A ambição é produzir na Europa tudo o que a marca vende neste mercado.
Para conquistar as transportadoras, a BYD pretende juntar aos veículos financiamento, infraestruturas de carregamento com energia solar e uma rede de oficinas apoiada por assistência móvel.
Stella Li, responsável pelos negócios internacionais da fabricante chinesa de veículos elétricos BYD, apresenta o novo modelo de camião pesado ETT 44 na feira IAA Transportation, em Hanôver, na Alemanha, a 14 de setembro de 2026. Os fabricantes chineses de camiões marcam forte presença na feira e procuram entrar ou expandir-se no mercado europeu nos próximos anos.
Tarifas pressionam a aposta na produção local
Fabricar na Europa também ajudaria a reduzir a exposição a tarifas de importação. Construtores como a MAN têm pedido à União Europeia medidas para os camiões elétricos chineses semelhantes às aplicadas aos automóveis elétricos provenientes da China.
A expansão abrange ainda os ligeiros: a fábrica de Szeged, na Hungria, deverá iniciar a produção em massa em 2027.
A mensagem é clara: a BYD quer tornar-se uma “empresa europeia”, nas palavras de Stella Li.