Esta notícia aparece primeiro no AutoGear, em autogear.pt: Quando chegam os elétricos com bateria de estado sólido, segundo a Hyundai?.
O responsável pela investigação e desenvolvimento do Hyundai Motor Group, Manfred Harrer, espera ver automóveis de pequena série com bateria de estado sólido no mercado dentro de cinco anos. Admite, porém, que o custo das matérias-primas vai manter a tecnologia longe do mercado de massas por mais tempo.
O essencial
- Manfred Harrer, responsável pela investigação e desenvolvimento do Hyundai Motor Group, espera automóveis de pequena série com bateria de estado sólido dentro de cinco anos.
- Harrer admite que o custo das matérias-primas não fica resolvido nesse prazo, o que afasta a tecnologia do mercado de massas.
- A Hyundai desenvolve estas baterias dentro de casa e com parceiros como a Solid Power, e não anunciou nenhum modelo que as use.
O que disse Manfred Harrer

Manfred Harrer falou aos jornalistas na semana passada, numa conversa relatada pela InsideEVs a 27 de setembro. Sobre a aposta nas baterias de estado sólido, foi direto: “You cannot give up right now on that. That's clear. You must be in the game.” Na prática, a Hyundai não pode desistir agora e tem de estar na corrida.
Segundo a InsideEVs, Harrer espera ver no mercado, dentro de cinco anos, modelos-montra de pequena série com baterias de estado sólido. São automóveis feitos em poucas unidades, para mostrar a tecnologia. A InsideEVs não diz que modelo será, nem se terá o emblema da Hyundai.
O que é uma bateria de estado sólido
As baterias dos elétricos atuais usam um eletrólito líquido para levar os iões de lítio entre o ânodo e o cátodo. Numa bateria de estado sólido, esse líquido dá lugar a um material sólido, como cerâmicas ou polímeros, explica a InsideEVs.
Harrer apontou as vantagens que levam as marcas a insistir nela: uma bateria mais pequena, melhor capacidade de carregamento rápido e mais autonomia. A InsideEVs não dá números para nenhuma delas.
Porque é que o custo trava a tecnologia

O obstáculo, admitiu Harrer, está no preço das matérias-primas. “You can solve, in the end, everything, but it comes with cost, tremendous cost”, disse o responsável. Ou seja, tudo se resolve, mas a um custo enorme.
Harrer não acredita que o problema do custo das matérias-primas fique resolvido em cinco anos. Por isso, a primeira fase fica reservada a séries curtas e caras, e o mercado de massas terá de esperar. Para se ter uma ideia do que é uma série curta noutro patamar, o AutoGear contou como a Rolls-Royce levou o Project Nightingale a 350 semanas de testes para apenas 100 automóveis.
O que a Hyundai já está a fazer

A Hyundai desenvolve baterias de estado sólido dentro de casa e com parceiros, como a Solid Power, segundo a InsideEVs. O grupo quer controlar a tecnologia e o fabrico das próprias baterias. O passo mais próximo é outro: células de níquel, manganês e cobalto (NCM) feitas pela própria Hyundai.
A marca prevê usar essas células no Santa Fe com extensor de autonomia (EREV), que chega ao mercado no início de 2027, de acordo com a InsideEVs. A publicação não diz em que mercados.
A aposta no estado sólido vem de trás. Em fevereiro de 2025, a Electrek noticiou que a Hyundai ia inaugurar em março desse ano uma linha-piloto de baterias totalmente de estado sólido no centro de investigação de Uiwang, na Coreia do Sul. Nessa altura, a produção em massa estava apontada para cerca de 2030.
A marca coreana não está sozinha. A InsideEVs lembra que a Toyota, a Volkswagen, a BMW, a General Motors, a Ford, a Honda e a Nissan também trabalham nesta tecnologia, e que a QuantumScape conta ter as suas células em automóveis de alto desempenho até ao fim da década.
Vale a pena esperar pela bateria de estado sólido?
O AutoGear leu o relato da InsideEVs e não há nele um único modelo com data marcada. Harrer fala de pequenas séries dentro de cinco anos e de custos que continuam altos para lá desse prazo. Para quem pensa comprar um elétrico agora, os modelos à venda nos concessionários continuam a usar eletrólito líquido.
A Hyundai não anunciou nenhum modelo com bateria de estado sólido. O próximo passo conhecido na estratégia de baterias da marca é o Santa Fe com extensor de autonomia e células NCM próprias, previsto para o início de 2027.
Leia também
- Rolls-Royce leva o Project Nightingale ao limite: 350 semanas de testes para apenas 100 automóveis
- Regras dos motores da F1 para o futuro já têm primeiros detalhes
Perguntas e respostas
Quando chegam os elétricos com bateria de estado sólido, segundo a Hyundai?
Manfred Harrer, responsável pela investigação e desenvolvimento do Hyundai Motor Group, espera ver no mercado, dentro de cinco anos, automóveis de pequena série com baterias de estado sólido. A InsideEVs, que relatou as declarações, não diz que modelo será nem se terá o emblema da Hyundai.
O que é uma bateria de estado sólido?
É uma bateria em que o eletrólito líquido das baterias atuais, que leva os iões de lítio entre o ânodo e o cátodo, dá lugar a um material sólido, como cerâmicas ou polímeros. Segundo Harrer, as vantagens são uma bateria mais pequena, melhor carregamento rápido e mais autonomia.
Porque é que a bateria de estado sólido não chega já ao mercado de massas?
Por causa do custo das matérias-primas. Harrer disse aos jornalistas que tudo se resolve, mas a um custo enorme, e que não acredita que esse problema fique resolvido em cinco anos.
"À procura do próximo carro? Espreita as oportunidades disponíveis na Carmine.pt"
Quando chegam os elétricos com bateria de estado sólido, segundo a Hyundai? - AutoGear.